segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A história da Carochinha e do João Ratão



Face às denúncias públicas e concretas do juiz Carlos Alexandre, em entrevista à SIC, em 8-9-2015 (convenientemente editada e, apesar de realizada há muito, difundida apenas nas vésperas da presumida data de acusação de José Sócrates pelo Ministério Público) e ao Expresso, em 25-9-2016, a história da carochinha publicada no Observador (!?...), «Documentos confidencias das 'secretas' portuguesas aparecem em África», de 21-9-2016, é tudo quando o socratino secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Alberto Carneiro Pereira, e a malta sis-témica conseguem produzir?!...

Já não me ria tanto desde o caso dos espiões russos no IRN!...


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nas referências e notícias dos média, que comento, não são, que se saiba, suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso, gozando sempre do direito constitucional à presunção de inocência até eventual sentença condenatória transitada em julgado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O cerco ao juiz Carlos Alexandre

O juiz Carlos Alexandre está outra vez sujeito a uma barragem de fogo sistémico. Vou procurar explicar o contexto deste ataque concertado.

O juiz Carlos Alexandre veio dar uma entrevista à SIC, em 8-9-2016, e ao Expresso, em 17-9-2016, onde denuncia o cerco que o sistema corrupto lhe está a mover. Quais os factos que terão motivado a entrevista do juiz: a perseguição através de serviços que não são apenas de informação, porque também ameaçam e praticam a violência, sejam eles do Estado ou de rogue agents. Nesses factos deve incluir-se a vigilância ostensiva, a intrusão nas suas comunicações, o rastreamento das suas deslocações e locais, a invasão de sua casa e a colocação de uma pistola em cima da fotografia do filho, a colocação de materiais intimidatórios na caixa de correio de sua casa, as tentativas de atropelamento de sua mulher, as denúncias caluniosas sobre o seu rendimento e património, as denúncias caluniosas sobre a violação do segredo de justiça. E vale sempre o axioma do general Chito Rodrigues, um homem que dirigiu a secreta militar durante anos, pronunciado face ao desmentido do ministério de Jorge Coelho sobre a veracidade do relatório do SIS sobre a Universidade Moderna, que a revista Visão publicou, em 13-3-1999): era preferível que fossem os serviços de informação do Estado que o tivessem feito, pois, pela sua tecnicidade, forma e meios, se tivesse sido feito fora desses serviços do Estado era sinal de que em Portugal estava a operar livremente gente muito perigosa... Não consta que os serviços de informação do Estado português tenham averiguado que rogue agents a operar em Portugal sejam esses que se dedicam a intimidar, durante anos, um juiz e a tentar matar a sua família, nem se sabe de qualquer inquérito-crime aberto sobre factos que foram, e são, públicos e notórios. São esses certamente os factos que levaram o juiz a dar estas entrevistas e certamente não a inédita procura de protagonismo mediático. Leia-se o que diz a José, relativamente à entrevista do juiz editada pela SIC (terá também havido truncagem de excertos?) e outras entrevistas que não sofreram esta indignação sistémica, como a de Francisco Louçãó seu maroto!..»).

O juiz Carlos Alexandre disse: basta!
É obrigação do Estado de direito responder às suas denúncias e proteger quem o defende com um sacrifício tenaz e intransigente.

No fogo sobre o juiz parecem distinguir-se duas baterias: a dos socratinos (entalados, envolvidos e apoiantes); e a dos financeiros (entalados, suas famílias e amigos, e avençados). Na verdade, as duas baterias constituem um grupo único, integrado numa brigada numerosa comandada pela Maçonaria. Existe ainda um terceiro conjunto de pessoas bem-intencionadas que, por insuficiente informação sobre os motivos e o seu contexto, produzem friendly-fire ocasional.

A Maçonaria é a rede que dirige e articula o sistema político português. Não é nos rituais das lojas nem nas suas pranchas, que as ações são decididas, como na fase final da Monarquia e na I República, com as operações levadas a cabo pelo seu braço armado de então, a Carbonária - um assunto que passados mais de um século continua a ser tabu e historiadores de renome a distinguirem as duas organizações, como se fossem independentes... A rede informal de decisores e operacionais que integram a Maçonaria funciona não apenas nos passos perdidos das lojas, mas nos contactos realizados entre irmãos, estejam eles ativos, adormecidos ou desquitados. A Maçonaria funciona como rede de proteção nos momentos de pavor: por maior e mais sujo que seja o crime (existirá maior do que a pedofilia?), lá se brada o grito da viùva e os irmãos vêm rapidamente com a toalha dos média de confiança limpar a cara dos aflitos, com as mãos que outras também lavaram. Certamente, existirá, apesar do não dispiciendo ritual negro e da desumanidade da preferência dos irmãos perante os profanos, gente de boa índole e de recto propósito, mas objetivamente tem prevalecido, nomeadamente no Grande Oriente Lusitano, a corrente sistémica corrupta. A não ser assim, certamente teríamos um pronunciamento de homens que se querem livres para a expulsão e a denúncia dos entalados e das cumplicidades internas... Não consta que tenha havido. E sem o tapete da Maçonaria, os participantes na corrupção do Estado perderiam a base de apoio que os sustenta, e passariam a receber o tratamento comum dos demais cidadãos.

E realce-se que a corrupção de Estado - o valor inchado do contrato (ou obra) absurdo, desnecessário, redundante ou não prioriário, mais até do que a soma da comissão habitual com a percentagem extra -, que inclui o pagamento às clientelas que viciam na dependência, é o principal fator de desquilíbrio financeiro e estrangulamento económico do País.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades mencionadas nas referências e notícias dos media, que comento, não são, que se saiba, suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade - para além dos processos conhecidos -, gozando, em todo o caso, do direito constitucional à presunção de inocência até eventual sentença condenatória transitada em julgado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Casa-Museu António Costa?

 A penthouse duplex no n.º105 da Av. da Liberdade, em Lisboa, onde viveu, entre 2013 e 2014, o então presidente da CMLisboa e atual primeiro-ministro, António Costa. Foto: ABC, 5-3-2015.


penthouse duplex (T2) do n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde o António Costa (presidente da CM Lisboa entre 2007 e 2015 e atual primeiro-ministro), viveu, com a sua filha e o seu filho, entre julho de 2012 e novembro de 2014 (quando foi eleito secretário-geral do PS) continua vazia?

O belo e luxuoso prédio, com porteiro, do n.º 105 da Av. da Liberdade, com reabilitação polémica, entre 2009 e 2012, mediante projeto do arquiteto João Luís Carrilho da Graça, que pertencia à I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., da HVF (Holding Violas Ferreira, também detentora de 2,68% do BPI) estará alegadamente ocupado em exclusivo por escritórios, salvo as lojas do rés-do-chão.

O caso foi exposto neste blogue Do Portugal Profundo, no poste «António Costa e a cobertura descoberta», de 6-3-2015, e «Investigação à penthouse duplex de António Costa», de 18-3-2015 - e ainda o meu poste «Ameaça sistémica», de 9-3-2015. E, no desenvolvimento da análise da parte fiscal, ler os meus postes «António Costa: remunerações e impostos», de 9-9-2015, e «Costa 2007-2013: exclusividade na CMLisboa (?), IRS e IVA», de 28-9-2015.

António Costa declarou, por ocasião da amplificação deste poste nas notícias do Público (11-3-2015), no CM e no Observador (9-3-2015), no Sol (11-3-2015), e na Sábado (11-3-2015), que tinha celebrado um contrato de arrendamento, em 11-7-2012, pelo valor de 1.100 euros mensais com a dita imobiliária de Otília Violas (herdeira do grupo Violas, tradicionalmente próximo do Partido Socialista) . Não apresentou aos média, que se saiba, nem estes publicaram, cópia do contrato com registo e data de entrada nessa altura (como a lei determina) no Serviço de Finanças Lisboa 3 (que abrange a freguesia de S. José, em Lisboa, à qual pertence a matriz do prédio) ou noutra repartição de finanças.

Devo realçar que muitas das duas dezenas de questões publicamente colocadas neste blogue sobre o apartamento duplex de cobertura no n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, nos meus postes de 6 de março e de 18 de março de 2015, e sobre as matérias de remuneração e fiscais de António Costa nesses postes e também em 9-9-2015 e em 28-9-2015, continuam por responder - e não consta que tenha sido aberto qualquer inquérito pelas autoridades para as dirimir, como creio que deviam porque o assunto tem gravidade e é  público e notório. O primeiro-ministro não é um cidadão anónimo e, por mais que não lhe agrade, está sujeito ao legítimo escrutínio público, tal como já estava enquanto presidente da CMLisboa quando estes factos aconteceram. Deve, portanto, esclarecer ao País as muitas e várias questões que aqui coloquei.

Não consta que a referida penthouse duplex, que Costa inaugurou em 2012 e onde viveu até ser eleito secretário-geral do PS, em novembro de 2014  (quando voltou à sua casa de Fontanelas, em Sintra), tenha sido ocupado depois dele, apesar da Avenida da Liberdade ser a 35.ª mais cara do mundo e a procura ser bastante elevada. Se assim é, e a dita penthouse duplex está ainda vazia, será que a Holding Violas Ferreira estará a guardar a famosa penthouse duplex para criar uma Casa-Museu António Costa?


Limitação de responsabilidade (disclaimer): Como é conduta habitual neste blogue, será publicada qualquer informação que esclareça as dúvidas levantadas ou que corrija alguma indicação inexata.
António Luís Santos Costa, primeiro-ministro de Portugal e presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 2007 e 2015), objeto das notícias dos média que comento, não é arguido ou suspeito de qualquer ilegalidade ou irregularidade nestes casos.

A empresa I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., a HVF- Holding Violas Ferreira, Otília Violas Ferreira e outros acionistas e administradores destas empresas e grupo, tal como outras entidades mencionadas neste poste, não são suspeitos da prática de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso.

sábado, 13 de agosto de 2016

Desenvolvimento e guerra

A evolução do mundo nos últimos séculos até à atualidade, com infográficos muito interessantes, de Max Roser (Oxford) - ver mais informação em Our World in Data.

Contra todas as previsões catastrofistas de motivação ideológica totalitária, a melhoria do mundo é enorme: esperança média de vida, bem-estar (medido pelo índice de desenvolvimento humano), diminuição da pobreza, subida do produto interno bruto e do rendimento, atenuação da desigualdade, incremento da educação, diminuição da fome, produção e utilização de energia, acesso a recursos e tecnologia, redução do tempo de trabalho (todavia, parada nos últimos anos), expansão da democracia, etc.

E sem os totalitarismos do século XX (responsáveis por cerca de 130 milhões de mortos) e outros genocídios étnicos nesse período, estaríamos muito melhor.

Devido ao fervor e belicismo da religião desumana do Islão, à corrupção de Estado e à negligência da ditadura caligulante do politicamente correto, estamos a sofrer neste séc. XXI uma guerra global, que será crescente na intensidade e bastante longa, e levará, paradoxalmente face aos discursos de acolhimento, às desumanas limpezas étnicas do século precedente.

A guerra é a decisiva causa da redução, mesmo que temporária, do bem-estar dos cidadãos, das famílias, dos povos. "É a guerra aquela calamidade, composta de todas as calamidades..." (Padre António Vieira, Sermão Histórico e Panegírico nos Anos da Rainha D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, II - Sermões Prefaciados, revistos e anotados pelo Rev.do Padre Gonçalo Anes. Porto, Lello Editores, 1959, T. XIV, p. 361.

E, todavia, como ensina a prudência da boa doutrina realista, há momentos de ameaça em que a legítima defesa da cidade é moralmente obrigatória e decididamente inadiável. A não ser que se opte pelo martírio...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O tempo e o combate



O tempo foge. Mais do que correr, escorre. Derrama-se do vaso da esperança para o poço dos sonhos desfeitos. Pingo a pingo, sem piedade do ritmo irregular da nossa vida. Uma espécie de tartaruga que vence a lebre que ingenuamente julgamos ser. Porque, por fraqueza, o adiamos, perdemos instantes de bem estar. Que eternamente tentamos recuperar. Repetir o passado em que fomos felizes. Rasgados, porém, pela maldição do meteorum que desce sobre o viço do corpo e patina a alma de cinza. E, no entanto, a alma sobrevive-lhe. Tempo, incorpórea serpente de três cabeças (de homem, de touro e de leão), unido à inevitabilidade, pai do Éter, que evanesce, e do Caos, que continuamente pretendemos recompor... Destino versus vontade: um jogo de resultado incerto. Também somos sujeitos do próprio destino e peões da divina comédia que é o nosso trânsito pela terra e pelas vidas dos outros. De cima, acima de tudo e de todos, paciente, Deus observa a nossa descrença e o nosso desespero.

De fora, percorremos as notícias e formulamos conclusões para simplificar a desordem:
  1. O Reino Unido da Grã-Bretanha (Inglaterra, Gales e Escócia) e da Irlanda do Norte, decidiu, em 23-6-2016, em referendo, sair de membro da União Europeia. Apesar da potencial cisão interna, da petição dos derrotados para se repetir o escrutínio (e o desafio com a Islândia), de eventuais manobras de bastidores, não parece possível reparar a desilusão. O projeto da União Europeia começa a desfazer-se, devido ao delírio da ditadura do politicamente correto, que recusa enfrentar a realidade terrena em nome de uma ideologia totalitária: ideologia do género, fronteiras abertas a uma invasão demogáfica arabo-islâmica, negligência do perigo islâmico radical e desprezo pelo sofrimento desumano das mulheres e dos não crentes no Islão fundamentalista.
  2. Em Espanha, o Podemos afundou-se, nas eleições de 26-6-2016, e a esquerda radical parece ter chegado à encosta descendente dos píncaros onde os média sistémicos os alçaram.
  3. No Brasil, a evidência do furto dos cofres públicos pela trupe lulista do PT, e seus cúmplices do PMDB e outros, e a miséria económica, que o assistencialismo socialista provocou, conduziram ao processo de impeachment em curso. Assista-se ao debate nas câmaras legislativas para compreender o abuso do neo-elitismo do PT sobre o Estado e o povo. 
  4. Nos EUA, Donald Trump vai ser o candidato republicano à eleição presidencial de novembro de 2016 e Bernie Sanders quase ganhava a eleição primária dos Democratas.
  5. Na França, na Áustria, na própria Alemanha, além dos países referidos, a divisão entre radicais da  esquerda e da direita agrava-se.
  6. Em Portugal, o PSD, principal partido da direita, socialistizado tal como o CDS-PP, alinha com a esquerda radical nos costumes (este mais disfarçado, mas ainda na mesma linha ideológica): votou a favor da legalização das barrigas de aluguer e deixou passar adoção de crianças por casais homossexuais, aborto, daqui a pouco eutanásia... A esquerda rejeita o inquérito aos desmandos da CGD, que vai engolir mais cinco mil milhões do Estado, sem que se investiguem os escândalos do financiamento da compra do BCP, a corrupção socratina e as aventuras do crédito em Espanha.
  7. O populismo extremista avança: Trump/Sanders, Nigel Farage e Boris Johnson, Marine Le Pen, Beppe Grillo, Jair Bolsonaro. 
  8. Cresce, de leste a oeste, e do norte ao sul, um marxismo elitista, dominante na universidade e nos média, e a ameaça da extrema direita, em resultado do delírio do socialismo e do egoísmo da direita dos interesses, cúmplice nos costumes para assegurar a sua maquia de dinheiro. O vácuo político do centro, no vórtice da corrupção de Estado e na imposição de costumes que a maioria do povo rejeita, é ocupado pelo populismo. A ideia de que a direita ocidental, deve ceder à esquerda nas questões de costumes e consentir no socialismo económico, faz o seu caminho às costas dos liberais indefinidos.
  9. As consequências são perigosas: depois das fronteiras fechadas à imigração, virá o protecionismo aduaneiro e, no fim do processo, a guerra interna, que espreita através das lunetas dos irredentismos europeus insatisfeitos e da ambição russa.
  10. A não ser que se forme uma frente unida do norte e do ocidente contra o islamismo radical: um combate ideológico e mediático contra o islão semelhante ao que foi feito, com êxito, contra o comunismo; e o combate no terreno contra a agressão dos exércitos islâmicos radicais e o terror associado.
Que fazer? Continuar, apesar da escassez de meios e de tempo, o bom combate. Afirmando os valores cristãos e sem medo da perseguição mediática que tolhe os representantes. A nossa obrigação é polarizar uma alternativa cristã, que tem de ser apoiada pelos meios mediáaticos e universitários disponíveis, desassombrada nos costumes, sem concessão à bancocracia, com prioridade às famílias e à economia,  e responsável na segurança (nomeadamente, com o retorno do serviço ilitar obrigatório) e nas questões migratórias.


* Imagem picada daqui.

domingo, 19 de junho de 2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A trampa



Stephen King sobre o candidato Donald Trump à presidência dos EUA, na Rolling Stone, de 13-6-2016:
«I think that he's sort of the last stand of a sort of American male who feels like women have gotten out of their place and they're letting in all these people that have the wrong skin colors. He speaks to those people.»

Trump não é popular apenas por causa do racismo, do peso do white man's burden, e da da subsidio-dependência do welfare e da corrupção do sistema político, mas por causa da revolução ilimitada dos costumes que a maioria dos americanos rejeita, apesar de pressionada pelos média. Trump que conviveu com o sistema corrupto e que até é próximo das posições liberais nos costumes dos Democratas norte-americanos.

Trump é principalmente a consequência nefasta do delírio ideológico da esquerda marxista norte-americana que protege o islamismo (doutrina desumana que trata as mulheres como animais e os outros não-crentes no Islão como alvos), enquanto promove os clubes de consumo de droga, a utilização do estilete sobre o crânio de bebés no late-term abortion e, as barrigas de aluguer e a utilização cruzada de balneários escolares por homens que se digam mulheres e vice-versa. E da corrupção política e promiscuidade dos princípios dos moderados que representam um sistema degenerado e endogâmico.

Trump, que apela ao racismo branco - aliás como Bernie Sanders! -, cresce porque não há alternativa razoável dentro da direita norte-americana, e porque a esquerda perdeu o contacto com a realidade social.

A tolerância de Obama e de Hillary Clinton com o abuso violento do Islão, externo e interno, - veja-se a transformação do ataque terrorista islâmico,de ontem, 12-6-2015, de um filiado no ISIS contra um clube gay em Orlando num ato de homofobia sem ligação ao Islão e ao Estado Islâmico - fomenta a popularidade de Trump e pode colocar os EUA num isolacionismo perigoso.

O que se passa nos EUA, onde os extremos se tocam - direita radical contra esquerda radical -, perante o vórtice do centro político passivo e entretido na corrupção, também se verifica no Brasil, na França, na Áustria, na Espanha e na Grã-Bretanha. Racismo, xenofobia e segregação, de um lado, e fronteiras abertas, multiculturalismo acrítico e revolução dos costumes, do outro.

É preciso criar rapidamente uma alternativa moderada: conservadora nos costumes, favorável ao trabalho e contra a corrupção de Estado. De outro modo, o centro será engolido pelo delírio da atração dos extremos. A guerra.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A degenerescência de PSD e CDS

Pelos idos de 1982, creio, Miguel Esteves Cardoso fez uma crítica televisiva do filme «Eu te amo», de Arnaldo Jabor, que estreava em Lisboa, no cinema Condes, agora ocupado pelo Hard Rock Café. No seu estilo desassombrado, Miguel contava que havia saído do cinema ao intervalo. Que havia virado a esquina e entrara no Olympia. E justificava: era mais barato e... melhor!...

O problema de PSD e CDS, nesta altura, é que reduziram a diferença face ao PS - ainda por cima nesta direção comunista, do velho MES leninista e revolucionário - à questão do dinheiro (a economia...e... e...!...). Uma espécie de direita dos interesses, desumana, em que o principal fator de distinção ideológica - a moral - é não apenas subalternizado, mas... apagado! Parafraseando o Miguel Morgado, que referia uma citação atribuída a Marx (mas Grouxo!), PSD e CDS dizem aos portugueses: se não gostam dos princípios que são enunciados nos programas dos nossos partidos, então... nós arranjamos outros!...

Nesse sentido degenerescente, por que motivo hão-de os católicos portugueses (81% da população, segundo os Censos de 2011) votar, ou apoiar, o PSD ou o CDS, se o PS é «the real thing»: aborto livre, gratuito e com prémio financeiro, liberalização das drogas, casamento homossexual, adoção de crianças por casais homossexuais (e não casais), mudança de sexo aos 16 anos, balneários mistos, barrigas de aluguer?!...

domingo, 5 de junho de 2016

A unidade ideológica do governo da Frente Popular de António Costa

“Não se pode dizer que, no essencial, o PS divirja do Bloco e do PCP”.


Ainda do delfim de António Costa, para compreender o contexto ideológico marxista, anticatólico, é útil ler:
  • Religião e Moral na Organização Curricular do Ensino Básico: breve comentário. Revista da Faculdade de Direito de Lisboa, vol. XLIII, n.º 2 (2002). Este foi o assunto da sua primeira obra publicada.
  • O princípio republicano. Revista da Faculdade de Direito de Lisboa, vol. XLVIII, n.º 1 e 2 (2007), pp. 165-270.

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Governo do socialismo de rosto desumano

A perspetiva sobre o Governo é enviesada pela memória do velho PS. Porém, este PS já não é socialista: tornou-se comunista. Costa, Vieira da Silva, Pedroso e Ferro, não tentam sequer reviver a aliança socialista-comunista de Allende, mas aplicar insidiosamente a ditadura marxista de Chávez. Um socialismo de rosto desumano.

O ataque do governo catolicofóbico de Afonso António Costa à «padralhada» enquadra-se nessa revolução de valores, deixando para outras núpcias coloridas a batalha final da estatização da economia. A prioridade é a revolução cultural do País: casamento homossexual, a adoção de crianças por casais homossexuais, as barrigas de aluguer, a eutanásia, a mudança física de sexo para menores.

Paralelamente, esta tríplice aliança comunista acantona a Igreja nos templos, através da vozearia mediática do politicamente correto, e tenta manter o controlo das suas instituições de projeção de poder cultural, como a Universidade Católica e a Rádio Renascença, curiosamente poupadas à sanha persecutória do socialismo radical. E, para ser absolutamente claro, de nada adianta à Igreja manter a Católica e a Renascença, se, em vez de projetarem, de forma inequívoca a mensagem do Evangelho e a sua consequência, estas instituições continuarem a servir, de modo objetivamente cúmplice e sob a desculpa da neutralidade, a política contrária e a privilegiar os adversários dos valores cristãos e os seus aliados. É tempo de combate!

Nesta campanha persecutória deste Governo anticatólico, primeiro atacam-se os colégios, depois as creches, a seguir os hospitais e os lares. Os alvos últimos não são os colégios privados, mas os colégios católicos, tal como não são todas as religiões que se combatem, mas a Igreja Católica. Veja-se o caso da mesquita da Mouraria, em que a CMLisboa, contra a vontade dos locais e dos proprietários, vai aplicar milhões de euros na expropriação e construção de um novo templo de um culto que desumaniza as mulheres e promove a guerra contra os que os não-islâmicos.

Como diz um amigo meu, o poder político em Portugal está tomado por um coligação de três partidos comunistas. Ao Bloco de Esquerda trotskista e ao PC estalinista, juntou-se este PS gramsciano.

Um PS que pretende mudar a política externa do País, apostando na aliança com as forças radicais de esquerda que promovem a dissolução da União Europeia e no enfraquecimento da aliança atlântica. Atente-se na moção de António Costa «Cumprir a alternativa, consolidar a esperança» ao Congresso do PS, de 3 a 5-6-2016, coordenada, na sombra, por Paulo Pedroso. Relativamente à União Europeia, ressalta «uma nova atitude de Portugal na Europa», com a «construção» de outras «alianças estratégicas» e (apesar de desmentido) o «confronto» (em vez da atitude de bom-aluno). E neste realinhamento internacional do País para o leste, não é por acaso que a Nato não é referida, enquanto a ONU, a CPLP, a Conferência do Clima, os países africanos e Timor, são mencionados (pp. 21-22).

A direita que se mantenha no business-as-usual que a revolução da esquerda radical prossegue a sua marcha para submeter Portugal a um regime marxista autoritário. Conforme se pode verificar no quadro abaixo dos residentes em Portugal com 15 ou mais anos, colhido dos Censos 2011, aí se compreende a fantástica aritmética leninista615.332 (7%) sem religião (ateus, agnósticos, céticos e livres-pensadores) a mandarem em 7.281.887 (81%) católicos.



Censos 2011. Residentes em Portugal com 15 ou mais anos.
Católicos vs. Sem religião.
(Clique na imagem para aumentar).


Censos 2011. Residentes em Portugal com 15 ou mais anos,
por religião.
(Clique na imagem para aumentar).




domingo, 29 de maio de 2016

A realização da agenda socialista-revolucionária do governo Costa



«Et ses mains ourdiraient les entrailles du prêtre,
Au défaut d'un cordon pour étrangler les rois.» 
Diderot, Denis (1875). Les Éleuthéromanes. P. 96


Insidiosamente, o governo Costa, suportado pela aliança PS-Bloco-PC, vai realizando a sua agenda extremista:
  1. Imposição à sociedade dos seus costumes radicais: depois do casamento homossexual, a adoção de crianças por casais homossexuais e as barrigas de aluguer. A seguir, a eutanásia e a mudança (física!...) de sexo para menores.
  2. Ataque à «padralhada» com o fim da subvenção dos colégios católicos - depois dos corte nos ATL. Logo mais, as creches dos centros católicos e os lares das misericórdias. O que se pretende não é deixar de financiar os ricos (os colégios privados e mais caros continuarão a funcionar...), mas afastar os pobres e a classe média do ensino católico, mais aplicado e disciplinado. A revolução, de novo. Na falta de cordão, estrangulá-los à mão. Como enquadra a Helena Matos, neste 29-5-2016: «Os padres, primeiro». As exceções são Universidade Católica e a Renascença...
  3. Cerco chavista das empresas, dificultando as suas condições para pagar salários.
  4. Aumento da subsidio-dependência, com o agravamento do desemprego para os 12,4%, a  descida das exportações, a diminuição do investimento e a estagnação do crescimento económico. Utilização da tropa-de-choque dos estivadores para ganhos do PC noutras negociações laborais com o PS (quais?).
  5. Domínio político das 500 maiores empresas do País, mediante a designação, para cada uma, de um controleiro vieira-da-silva. Uma via rosa para uma bolsa partidária de grandes contribuintes.
  6. Perseguição da magistratura independente, através dos serviços com difusão através dos média estatais: o caso da reportagem vergonhosa que intentou manchar indiretamente a honra do juiz Carlos Alexandre, imputando favorecimento (!...) na concessão rápida de um empréstimo de 4 mil euros pelo Cofre da Previdência dos Funcionários Públicos, apesar do pedido legal e regular do juiz!... Para macular a imagem da justiça, a divulgação de videos privados, em festa durante a hora de almoço, de funcionários de tribunais centrais, logo comentados pelos advogados do engenheiro falso... Entretanto, Fernanda Câncio, usualmente violenta na prosa, aflita com a possibilidade de ser acusada pelo Ministério Público, veio dizer, de fininho, que nada sabia do luxo de que ela própria beneficiou - espalhando-se nas justificações emaranhadas (e mal amanhadas) sobre a sua alegada tentativa para que o seu alegado namorado comprasse um apartamento de 2,2 milhões de euros em Lisboa... Entretanto, em 17-5-2016, saíu a condenação, por difamação, do tenente-coronel Brandão Ferreira pelo desembargador Antero Luís - diretor do SIS entre 2005 e 2011, conterrâneo de Armando Vara da face oculta - e pelo desembargador João Abrunhosa de  Carvalho, a pagar uma indemnização de 25 mil euros a Manuel Alegre (e 1.800 euros ao Estado), do Tribunal da Relação de Lisboa (após absolvição na primeira instância), por aquele o ter classificado como traidor à Pátria pelo seu comportamento aos microfones da Rádio Argel durante a Guerra do Ultramar. Valorizaram a reputação do pretenso ofendido sobre a liberdade de expressão!...
  7. Cortina de fumo atgravés do caso oportuno do espião português que gostava do frio (da URSS) para disfarçar o confessado, em tribunal, gravíssimo atropelo da Constituição pelos serviços de Informação do socialista Júlio Pereira na obtenção ilegal de registos das operadoras telefónicas - através de «protocoloos formalizados» e «não formalizados» (sic!...). Objetivo: justificar implicitamente a entorse ao Estado de direito.
Para tanto, o Governo ainda conta com a cumplicidade da direção do PSD no delírio dos maus costumes e uma apatia da oposição de direita relativamente às políticas governativas. Quem tem o poder, jamais deve abdicar da possibilidade de o manter: «Il potere logora... chi non ce l'ha», lá dizia o outro.

O combate político é muito difícil neste ambiente sediço e sobre terreno lamacento. A alternativa há-de construir-se fora do sistema podre, com reafirmação dos valores humanos e a junção de boas vontades destemidas.


* Imagem picada daqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Peste e CIG

O Presidente da República chamou «voz... quase aberrante» (audio) a Catarina Martins, em 11-5-2016. Vai também ser processado, por delito de opinião, pela Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género («CIG»!...), tal como Pedro Arroja que classificou como «esganiçadas» as deputadas do Bloco de Esquerda, em 10-11-2015, no Porto Canal, tendo de responder em inquérito-crime por alegada «incitação á discriminação» sexual?... «Aberrante» não é muito mais politicamente incorreto do que «esganiçadas»?!...

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade do Género (sic) está integrada na presidência do Conselho de Ministros, do Dr. António Costa. A composição da Secção das ONG do Conselho Consultivo da CIG é tão politicamente enviesada como a ideologia do género que agora lhe subjaz. A maioria das organizações que cuidam da cidadania e que trabalham na defesa das mulheres não faz parte, à exceção das inevitáveis Caritas e Oikos. Mas a representatividade dos organismos que pertencem a esta lista das ONG do Conselho Consultivo da CIG é ainda mais elucidativa: da Associação Cultural Moinho da Juventude (da Cova da Moura) ao Chapitô, passando pela Moura Salúquia (Associação de Mulheres do Concelho de Moura) até ao Dress for Success Lisboa.

* Imagem picada daqui.

domingo, 8 de maio de 2016

Eutanásia estatal

A poupança na limpeza dos aparelhos e condutas de ar condicionado dos hospitais, e a negligência dos procedimentos de segurança face aos doentes durante a limpeza, que provocam a transmissão de vírus e bactérias resistentes a doentes mais enfraquecidos, tornou-se uma forma estatal de eutanásia. Os doentes morrem, os hospitais não pagam indemnizações porque a prova do local do contágio é muito difícil e o Estado diminui a despesa com pensões... A morte rende.

Os (ir)responsáveis sabem muito bem o que se passa, mas impõem decisões que custam vidas.

É por causa de fenómenos como este que clamo que a corrupção mata. O adiamento da limpeza dos sistemas de ar condicionado dos hospitais, e a negligência nos cuidados com os doentes durante esses procedimentos, é um resultado da poupança na despesa da saúde, motivada pelo roubo do Estado, através de comissões nos contratos empolados e de obras e serviços redundantes.

Uma boa causa pública seria instar o Governo a cumprir com estes cuidados.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O caso do Colégio Militar, o PS e a pedofilia

O que subjaz à polémica da intolerância do Colégio Militar face à homossexualidade (e heterossexualidade...) praticada intramuros é a atitude do PS perante a pedofilia. A  doença infantil do socialismo recidivou.

Num colégio interno militar, o que normalmente se procura prevenir, e reprimir, acima de tudo, não é a inclinação homossexual de qualquer criança, ou adolescente, por outras da mesma idade, mas o eventual abuso sexual de menores impúberes por alunos mais velhos pedófilos camuflados ou pessoal tarado indetetado. É isso que está em causa e que os militares e os demais cidadãos de bem não podem consentir. O Colégio Militar não pode degenerar numa Casa Pia II.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Eunucos

Em tempo de meditação, dou com dois versos de Ruy Cinatti (em 31-5-1974...):
«Porque há-de sempre haver uma "esquerda" festiva
A festejar uma "direita" moribunda?»
Em contraste com este povo dominado por «sucialeiros/maus pedreiros» e pela promiscuidade dos «meias-direitas» (idem), a direita brasileira combate para mudar o regime corrupto.

Por aqui, ribomba, num ambiente de ócio e de corrupção, o sacrifício ritual da eutanásia, do aborto, da adoção homossexual, do casamento homossexual, da ideologia do género Preparam-se causas novas, como a miscigenação das casas de banho públicas, a liberalização do plantio de drogas e a criação de clubes de consumo de estupefacientes - embora a louvada política liberalizadora, lançada em 2001, não tenha feito baixar o consumo e aumentem os casos de esquizofrenia... E, incorrigivelmente, na recidiva da doença infantil do socialismo, se volta a promover a pedofilia e se tolera o abuso sexual de crianças.

Mais além, determina-se, e manda-se publicar, que é obrigação da direita apoiar as políticas que são adversas aos seus valores, ao trabalho, à economia e ao futuro social do País.

Não existe outro caminho senão trabalhar patrioticamente pela mudança. Com quem queira. E, se não houver, mesmo sozinho.


* Imagem picada daqui.